Desde o início deste mês as empresas brasileiras estão obrigadas a apresentar à Receita Federal e í s Secretarias Estaduais da Fazenda o SPED Fiscal, ou seja, a digitalização de suas negociações, impostos etc. O Sistema Público de Escrituração Digital engloba três projetos: Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), Escrituração Fiscal Digital e Escrituração Fiscal Contábil, conhecidos como NF-e, SPED Fiscal e SPED Contábil. Para Werner Dietschi, diretor da Lumen IT, uma das empresas que implantam o processo desde o projeto-piloto, eles são complexos e, consequentemente, bastante onerosos, tanto para a União e os Estados quanto, principalmente, para as centenas de milhares de empresas que têm de se adaptar. O custo total está na casa de bilhões de reais. "Algo em torno de R$ 100 bilhões nos próximos três anos", diz ele. Entretanto, Dietschi acredita que os benefícios são muitos no médio e muitíssimos no longo prazo. Isso porque o principal objetivo do Projeto SPED é forçar os agentes econômicos a cumprirem seus deveres legais, induzir agentes informais ou semiformais (ou seja, sonegadores) a "andar na linha" e, em última análise, aumentar a arrecadação. Para Dietschi, o Brasil é conhecido internacionalmente como o "país do jeitinho, um país atrasado". E ele acredita que o Projeto SPED vai contribuir muito para diminuir esse atraso. "O custo é enorme, mas vai fazer as empresas brasileiras serem mais parecidas com as dos países desenvolvidos, mais competitivas nacionalmente e internacionalmente, já que fica mais difícil diminuir custos via sonegação", finaliza.
Foto: Werner Dietschi (Diretor da Lumen IT)
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